Para aqueles que pela primeira vez deitam seus olhos nos parques ingleses a imensidão desses espaços abertos e muitas vezes quase totalmente planos pode ser um choque, especialmente se essas pessoas forem provenientes de cidades onde cada metro, cada centímetro tem um uso, seja ele feito pelo homem, de forma planejada ou não, seja ele feito pela natureza. Num primeiro momento, pode lhes parecer absurdo que um espaço tão grande seja desperdiçado com algo tão inútil e sem propósito quanto grama, principalmente quando esses espaços estão inseridos num contexto urbano. Contudo, passado o choque inicial, os visitantes descobrem as maravilhas de se ficar de pé no meio de um gigantesco tapete natural, onde em qualquer direção que se olhe há uma vista espetacular.
No entanto, é no campo onde se encontram as paisagens mais chocantes, pois não há nada mais maravilhoso e assustador do que olhar para um gramado e não ser capaz de determinar onde ele termina. Nesses espaços não há absolutamente nada que impeça o visitante de se movimentar em qualquer direção e ele é tomado pelo desejo de explorar aquela imensidão até encontrar o extremo oposto. Tem-se a sensação de que se poderia correr a vida inteira e ainda assim jamais chegar ao outro lado.
Talvez seja essa a maior qualidade do Paisagismo Inglês, a capacidade de transformar um sentimento tão abstrato quanto a liberdade em algo tangível.
Um comentário:
Próxima fase, moderno... relações entre jardins, paisaguismo e modernismo, como foram encaminhadas estas referências no contexto do moderno.
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